Você sabe sim, não diga que não trabalhador!

dilmalulapovo “O pão nosso de cada dia nos dai hoje…”

Por muitos anos neste país, enquanto as bolsas de valores surfavam nas ondas do capitalismo louvável e “privatista” do modelo liberal que assolou nossa pobre pátria, essa oração era feita com lágrimas de dor escorrendo em rostos queimados de sol por todo o nosso território. Um dia a dor foi tanta, que aos olhos do capitalismo de barriga forrada, fechados pela indiferença humana, não perceberam que a dor da fome elegeria um matuto sem dedo, barbudo e de fala grossa, praticamente um analfabeto. Um operário brasileiro, sindicalista que fazia de sua voz o gemido do povo sofrido e esquecido pelos sertões deste país continental. Comunista? Socialista? Bruxo? Bicho Papão? Tomador de casas? Invasor de lares? Perigo soviético? Guerrilheiro? Luta armada? Ditadura? Soviéticos? Não! Ele dizia: não, não sou nada disso, sou representante do retirante, do desempregado, da vitima da inflação e dos juros que financiam bombas e armas. Eu sou só um latino americano, sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior, trazendo o pleito de um povo que ganha cem dia primeiro e vale vinte dia trinta. O povo não esta entendendo isso moço de gravata, não esta bom assim, tem gente morrendo e não esta certo não. O povo quer mudar.

Lula mudou a lógica que a elite raivosa nos vendeu nos meios de comunicação que eles controlam a séculos. No tempo deles éramos improváveis, menores, pequenos, minúsculos, burros de carga… Dependíamos da misericórdia, a fome nos engessava, nossa gente não tinha forças para ficar de pé. Não existe país rico com povo na miséria pensou esse nordestino de fala simples, e estarreceu a consciência crítica do mundo que empenhou seu apoio ao semi analfabeto que não falava inglês e, a vida dos brasileiros mudou de curso, ficamos de pé, dizimamos a fome, quase o analfabetismo e recebemos de pé o mundo com nossas belezas e nossa hospitalidade. Aeroportos, estradas, pontes, portos, casas, transposição de águas e tantas outras melhorias movimentaram a economia, geraram emprego e colocaram o país produtivo em movimento. Saímos do status de reserva internacional para concorrentes a altura de qualquer país do mundo. Nossa gente esta trabalhando, produzindo, estudando, gerando riquezas e fazendo essa grande máquina chamada Brasil andar com velocidade rumo ao desenvolvimento e dividindo com justiça todas as suas vitórias.

Os programas sociais brasileiros distribuíram riquezas, movimentaram a economia dos pequenos negócios, mercearias, farmácias, comércio. O PAC e suas versões movimentaram a geração de emprego, deram segurança produtiva a crise virtual do mundo que sobrevive por aparelho porque deram mais valor ao papel do que a vida humana. O Programa Lula e Dilma mudaram a cara do Brasil, em 2024 seremos o maior produtor de Petróleo do mundo através do Pré Sal, sim seremos, é inevitável. Você sabe que as grandes potências e seu aliados ricos no Brasil não conseguem aceitar que nós, o povo brasileiro e nossas escolhas, conseguimos por esse país nos píncaros da glória progressista sem levantar um revólver, sem golpes, sem ditadura, convivendo pacificamente com os ataques e com o ódio elitista que não quer que o povo triunfe. Não fechamos universidades, pelo contrário, abrimos centenas delas, públicas. Uma ditadura investe na ignorância, no analfabetismo, nós investimos no saber, quem quer ditadura não faz assim, mas faz como eles fizeram. Não precisa acreditar em mim, empunhe uma calculadora, consulte os livros de história, olhe para fora de nossas fronteiras e veja com seus olhos o modelo deles ruir. Desemprego em massa na Europa, falência monetária nos Estados Unidos, quebradeira geral das bolsas pelo mundo que sempre viveu da mentira que o PSDB e seus donos de fitinhas de camarotes sempre venderam. Eles querem o povo fora da conquista, sem saber nada, sem participar, só querem de você a mão de obra barata para sustentar a ganância de alguns com uma semi escravidão controlada pela desvalorização do que você ganha com a ação da inflação que eles controlam com um botão. Eles querem decidir quanto vai valer seu salário amanhã, o que você pode comprar. Como sempre foi com eles.

Tentam impor o medo de que os partidos de esquerda querem ditadura, comunismo, socialismo imposto, armas, guerra e tantas outras frentes e regimes que a história reprovou pela dor e não pela comunicação. Contra a injustiça e regimes autoritários realmente tinham dois lados e lhes garanto, li a história da humanidade e, nunca vi os “engomadinhos” do lado do povo, pelo contrário. O povo sempre pagou a conta enquanto brindavam de moët chandon as riquezas guardadas em seus paióis. Você sabe sim que quando eles estão por cima eles não se preocuparão com suas dificuldades. Não é uma questão de medo, mas de lógica, ou a história te ensinou diferente? Quando que o Estado regido por eles lhe estendeu a mão? Tire suas próprias conclusões. Eu vou de Dilma por tudo que não quero ver de novo, nem reviver o que meus antepassados viveram. A indiferença deles matou muita gente humilde de fome e a bala. Pegue sua bandeira irmã, irmão, por você e por todos os brasileiros, pela industria, pelo comércio, pelo emprego, pelo crédito, por nossos vizinhos, idosos, crianças, por nossos jovens que se preparam para o futuro competitivo, pelos negros, brancos, amarelos, azuis… Erga a sua cor em defesa de suas conquistas. Quem venceu foi você brasileiro, não permita que lhe tirem a glória para voltar aos tempos de caridade. Você é digno e respeitado hoje diante do mundo. Vá ás urnas, as ruas e mostre sua cor, a cor da paixão e do orgulho de suas vitórias. A vida é dura, você sabe, mas sabe também o quanto vale seu salário pelos próximos anos de seus compromissos a preços fixos. A tarefa é sua companheira, companheiro, somos parte importante de tudo isso, somos fração de um Brasil que da certo se não desistirmos dele nunca. Que a mudança continue!

Jean Carlos Sestrem

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A massa atômica chamada de rede social – Por Jean Carlos Sestrem

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Capítulo 1

 A massa atômica chamada de rede social
Eles avisaram que estavam se encontrando…

Partindo da premissa de que tudo na vida que se faz, parte basicamente de dois pólos: positivo e negativo; podemos observar que a sociedade muda seu viés de comportamento social, pesando perigosamente pelo polo negativo, enquanto o polo positivo sofre fisiologicamente com este peso. No gerenciamento da polis através da política, quem faz a política positiva precisa ser mais profundo nos debates e no conteúdo, porém, praticar isso em uma sociedade predominantemente superficial, se torna cada vez mais difícil, beira o impossível.

O fato é que as tecnologias atuais, de formação de redes reais de ideias e virtualmente alocadas do ponto de vista físico, fizeram com que uma carga imensurável de informações transitasse diante dos olhos das pessoas em fração de segundos, obrigando assim, as mais diversas classes econômicas e sociais, se encontrarem e se unirem próximos de seus interesses nucleares para acompanhar de longe seus temas, dado a velocidade com que transitam, como olhando por uma janela de um avião, assistimos o mundo lá fora passar de maneira simbólica, superficial. Hoje não mais lemos, passamos os olhos por cima, entendemos de maneira superficial não do assunto, mas o que acontece com ele.

A mídia tradicional, que antes dominava as massas através de apenas uma opinião, vê ruir seu império pela ausência “núcleo temática” de suas informações, pois o tempo que se dispõe para tratar de assuntos de toda a ordem, nem de longe, concorrem com o interesse nuclear somado a velocidade que se precisa para se ter informação selecionada do ponto de vista de afinidades dos núcleos sociais. Isso explica a queda vertical das audiências gerais.

Essa tendência já exigia do modelo político brasileiro uma ação mais evidente, tanto que o congresso de nosso país, em determinado período, tentando se adaptar ao que chamavam sem conhecer, de plena democracia, foi invadido por forças nucleares de toda a ordem étnica, gênero, religião, sindical, entre outras forças; o que gerou uma ascenção mais significativa dos núcleos que detinham mais poder econômico e social, lógica comum da estratégia sonhada pela liberdade vista do modelo anterior. Mais uma vez, a exemplo da mídia, quinhentos e tantos representantes (deputados) e três senadores por estado não conseguiram, óbvio, atender o interesse de todos os núcleos, que volto a dizer, estão em plena e violenta expansão fomentados pelas facilidades tecnológicas que geram com qualidade e quantidade os encontros e interação informacional de entes sociais embarcados em veículos velozes, limitados fisicamente pela absorção que não evoluiu como os meios.

O fenômeno da força dos núcleos se deu, de maneira irreversível e impermeável pelas forças de controle de massa falidas pelo novo e natural modelo; a sociedade globalizada não é mais massa do ponto de vista do conceito de controle como era antigamente, quando milhares de pessoas eram pautadas pelas causas comuns ao redor de um rádio de pilha ou na frente de um televisor. Hoje, a sociedade nem precisa mais de televisão, muitos nem assistem mais, e cada vez mais indivíduos superaram este modelo. Eu por exemplo até tenho TV em casa, mas não é mais uma TV comum, são Smart TV’s, que acessam a internet e eu vejo o que “me interessa” no tempo que me é conveniente, eu faço parte de um núcleo de interesses e não mais de uma sociedade civil de interesses meramente comuns, horizontais, solidários e genéricos, que podem ser passados a limpo em 30 minutos de tele jornal diário. Não! Deus me livre, não!

Ninguém tem mais paciência para ouvir sobre saúde, educação, segurança e transporte de maneira genérica e pior, nem profunda, porque a ação e o resultado precisam atender os núcleos e não mais a massa. Falar de educação por exemplo, com a superficialidade de que precisamos valorizar os professores não convence mais porque os alunos também querem ser pauta, as merendeiras também, as atendentes de creches querem estar no plano de carreira dos educadores também, se unem pra pra isso de maneira muito mais pública do que em qualquer outra era, e por ai vai…

A sociedade do futuro chegou, é a sociedade do presente agora, as reformas se fazem necessárias com o visionismo real e não com o visagismo virtual. Se queremos inovar, não podemos imitar o superado. Faz tempo que a sociedade, que na resistência dos mandatários assustados era chamada de juventude virtual, é essencialmente real e ACESSÍVEL. Ela se tornou adulta e quantitativamente gigantesca bem como, também, imensuravelmente fracionada. Ela esta seguindo um rumo, um trilho, mas ocupando o infinito.

E agora? Precisamos de uma tabela periódica de interpretação humana?

Jean Carlos Sestrem